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Blog de Margareth Boury
 


Sem tempo para blogar. Sem tempo quase para viver. Escrever é uma tarefa que parce sugar a gente pra frente do micro. Mas vmaos em frente! Adoro o que eu faço! Beijos!



Escrito por Margareth Boury às 22h05
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Sobre Rebelde, elenco, etc e tal.

Povo, eu não recebo material de ator, de atriz ou de qualquer outro tipo. Quem quiser fazer teste, mandar música, material e tudo o mais deve entrar em contato com o RecNov. Atores e atrizes mandem material e pedidos para o Fernando Rancoleta, produtor de elenco. O e-mail dele é elenco@rj.rederecord.com.br. É a produção de elenco que marca testes, seleciona atores e só depois o Ivan, o Hiran e eu vamos ver. Sei que todos querem uma oportunidade e saibam que eu estou na torcida por cada um que acredita no sonho e corre atrás. Beijo e boa sorte!



Escrito por Margareth Boury às 14h25
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México - Diário da Viagem.

Saímos do Rio no sábado, dia 12 de Junho. Ivan me pegou aqui em casa de táxi e lá fomos nós para o Galeão (impossível chamar de Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobin!) perto de sete da noite. Já no Galeão, fomos fazer o check inn na TAM. “Vão despachar as malas direto pro México?”, perguntou o rapaz pra mim. “Sim!”, responde a pessoa que morre de pressa.  O Ivan estava desenrolando com a mocinha ao lado. A pergunta era a mesma, mas ele, cheio de charme sorria e não dizia nada. Olhei pra ele e disse, séria: “Ivan, me dá o telefone que eu vou ligar pra Claudia!”... tadinho, ele é tão dedicado e apaixonado pela mulher e eu sacaneando. Mas não dava pra perde a chance, se me faço entender. A Lu chegou logo depois e passou pelo mesmo questionário. Os dois mortos de medo da mala não chegar lá. Ou pelo menos eles diziam que tinham receio. Eu não, claro. Nunca aconteceu comigo. Uma rápida corrida lá fora pra fumar, uma vez que a política anti fumo está nos cercando sem nenhum pudor.  Teve registro do note do Ivan também e outro cigarro. Embarcamos. Internacional. O vôo da TAM ia para Caracas depois de sair de Sampa. Uma rápida passada no duttyfree do Rio de Janeiro e não deu tempo de comprar nada porque chamaram o nosso vôo, que ia ser no portão 29 e passou pro 32, lógico! Eram 3 pessoas correndo pelo saguão as gargalhadas já imaginando quem ia ter coragem de ligar pro Hiran e dizer que tínhamos perdido o vôo porque estávamos nas compras! Até Sampa tudo bem, serviram bebidinhas (nesses vôos não tem nem aquele lanchinho sem vergonha). Chegamos em Sampa dez e tal da noite já na correria para o embarque. Detalhe: descemos no terminal 1 e o embarque era no 2. Fomos por fora para fumar. Um frio, mas um frio em São Paulo que só fumante mesmo pra fazer essas loucuras. Íamos pala Cia aérea Mexicana. Sala VIP da Gol, que mais parece uma sala de espera de rodoviária, mas tudo bem, deu tempo de comer seis salgadinhos de tamanho quase invisível, tomei um creme de galinha e fomos para a fila! Sim! Fila na classe executiva para embarque. Entramos no avião. A classe executiva deles é quase uma econômica. Acho que tem uns quarenta lugares. As cores do avião e de tudo dentro dele: azul e verde limão. O travesseiro é verde limão, quase neon!  Champanhe?Imagina, oferecem suco de laranja e água! A poltrona não deitava. Pra mim e pra Lu tudo bem, somos pequenas. Mas o Ivan percebeu que ia ter uma noite infernal. Decolamos rumo à cidade do México. A comida demorou muito pra chegar e quando veio eu olhei e devolvi. Nada de cardápio para escolha. Um surubin sei lá de que jeito, depois canenoli de presunto com queijo e o resto eu nem vi. Tomei meu valium, coloquei a máscara, as meias, me cobri com dois cobertores (são para bebes!), peguei mais um travesseiro e tratei de dormir. Coisa que a Lu já estava fazendo, a esperta! Apaguei. Acordei sei lá que horas com o café da manhã. Logo depois alguém avisou que íamos pousar em alguns instantes. O fuso é de apenas duas horas nessa época, graças a Deus! Tensão na hora de pegar as malas. Mas estavam todas lá. Ufa! Saímos para a manhã mexicana. Um rapaz de terno nos esperava. Alejandro, relações públicas da Televisa. O motorista, que lá chama operador, era Don Carlos e estava lá todo disposto. Colocaram as nossas malas dentro da van e partimos para o hotel. Vi pouco da cidade na manhã de domingo porque estava falando com Alejandro. Em inglês, não falo nada em castelhano. Chegamos no hotel Intercontinental, que fica num bairro chamado Polanco. Lindo o hotel e lindo o bairro, que lá chama zona. De cara notamos que os mexicanos são atenciosos e educados no trato com o público. Meu quarto era o 1612. Fumante!!!! O da Lu era 1412 e o Ivan estava no décimo sétimo andar, esqueci o número do quarto dele. Mas todos de fumante. O Guillermo tinha ligado e disse que nos encontraria no hotel ao meio dia. Tomei um banho e cai na cama pra um cochilo. Acordei com a Lu no rádio me chamando. Era hora de sair. Oba! Guillermo é um autor mexicano que a gente já conhecia e que fala português. Uma simpatia de pessoa. Veio com o Pepe, outro autor. Fomos almoçar em um restaurante típico, mas nada de turista. Chama Arroyo. A Lu e eu começamos a comer fora do restaurante. Umas pessoas vendem um doce típico, não lembro o nome, uma tapioca colorida com semente de abóbora descascada e uma delícia! Subimos e demos de cara com uma cozinha muito grande, frigideiras imensas onde eles fritam a pele do porco (nosso torresmo). Mas eles fritam a pele toda. A impressão que dá é que tiram a pele do bicho toda, limpam e colocam na frigideira. Adoro torresmo! E o deles é um delírio de bom e chama CHICHARRÓN. Eles colocam no taco, que não é nada parecido com os tacos que comemos por aqui: é a massa mole, uma panqueca pequena, quentinha, que a gente monta como quer, as famosas tortillas. Ou seja, se coloca de tudo dentro. Em Roma como os romanos, no México como os mexicanos. Cai de boca na comida. Até fungo de milho eu comi. Chama HUITLACOCHE. A Lu e o Ivan comeram também.  Depois o Guillermo sugeriu que bebêssemos uma cerveja. Corona, se não me engano. Vem na caneca, com suco de limão dentro, gelo e a cerveja. Na borda da caneca, sal. Uma delícia, porque fica faquinha e saborosa (não gosto de cerveja, mas aquela eu gostei). Chama MIQUELADA. Ah, sim, bebemos também uma água diferente, a HORCHATA, uma água feita de frutas de origem catalã. Adocicada e branca – aqui pra nós, eu não gostei, não. Isso tudo com direito ao som dos mariachis. Satisfeitos, fomos para a van rumo à Zona de Coyacan (que quer dizer zona dos coiotes). Um bairro antigo, com casas no melhor estilo colonial espanhol e uma feira de artesanato. Antes da feira uma Igreja bonita, toda em barroco e é a Igreja de São João Batista. Para definir coyacan como eles preferem, vamos lá: Coyoacán recibió a León Trotsky o que en ella vivieron Octavio Paz, Diego Rivera y Frida Khalo (coyacan recebeu León Trotsky e nele moraram Octavio Paz, Diego Rivera e Frida Khalo). Tomamos um sorvete em uma sorveteria ótima e um café péssimo em uma livraria/mercado. A feira de artesanato não foi lá aquilo tudo, mas comprei uma toalha linda, o Ivan outra para a Claudia e a Lu um bicho que dizem, dá sorte se a gente tem em casa. Depois que ela comprou, Ivan e eu imitamos. Tem que dar nome pro artesanato e pedir o que se quer pra ele. O meu está aqui do meu lado, é um coiote, claro. A essa altura estávamos cansados demais. Acho que a noite chegava e pedi arrego: preciso dormir! Fomos para o hotel e eu para os braços de Morfeu. Acho que a Lu e o Ivan ainda deram um rolé para comer cachorro quente na frente do hotel. Na foto Ivan Zettel, Luciana Solim e eu no Arroyo.



Escrito por Margareth Boury às 12h57
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A NOVELA MEXICANA...

Não é Rubi, nem sei de onde saiu isso. Nunca foi Rubi. Eram três escolhidas. No portal da Record tem novidades. A novela original chamava Cuidado com o Anjo. Vai ter outro nome. Isso só foi decidido hoje, em reunião na sala do Hiran Silveira. Impressionante como as pessoas saem por aí divulgando o que não é. Bom, o tal twitter do Hiran é fake. Ele não tem. Lemos algumas das coisas postadas lá... tem reunião agendada com atores e que tais para a novela que eu nunca cogitei escrever! Tenho vindo pouco, facebook me ocupa muito! Jogo de tudo lá. Vai acabar a jogatina porque o trabalho começa. Buaaa. Minha fazendinha vai pro espaço e meus peixinhos também. Vou tentar cuidar, mas sei que vai ser perto do impossível. Vou tentar escrever de novo com mais frequencia. Por enquanto é isso. Na dúvide, podem perguntar que eu respondo.

Beijo!



Escrito por Margareth Boury às 22h11
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Respondendo as perguntas do Vicente.

Que muitas pessoas também me fazem. Não fiquei decepcionada, não. Trabalho em televisão faz muito tempo, já aprendi que não adianta ficar na expectativa. Faço o que me pedem e sigo em frente. Bem Me Quer está lá, um dia a gente acaba fazendo a novela. E quero deixar claro que o Hiran foi muito carinhoso: ele me chamou lá em Agosto e me deu umas vinte sinopses da Televisa pra ler e disse: "Veja quais as que você acha que vale a pena fazer." Escolhi três e hoje vamos decidir qual delas é a que vai ser feita. O João Camargo está dirigindo uma minissérie para a Record. Trabalhar com o Ivan Zettel vai ser muito bom, tenho certeza. Ele é um ótimo profissional. Todo mundo que trabalhou com ele adora o cara! A Renata Dias Gomes... é, aí pegou. Adoraria ter a Renatinha na equipe. Mas a menina precisava mudar de ares, ter mais espaço e ela está com um amigo querido, o Tiago Santiago. E ela saiu da Record, não do meu coração. Andréia Horta nos meus planos sempre. Se for possível será ela a protagonista da trama, com certeza. Mas não vamos esquecer que a novela do Marcílio estreia antes e ele pode escalar a Andréia. No mais, agradeço os que me dão força e carinho. Ah, sim: acho que a novela deveria mesmo entrar mais cedo no ar e não nesse horário perigoso. Mas isso quem decide é o pessoal da programação e do comercial, em São Paulo...

Beijo!



Escrito por Margareth Boury às 09h24
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Acabou, não!

A falta de notícias e mesmo de presença foi descanso: fiz uma viagem maravilhosa, cuidei um pouco da vida porque agora a moleza acabou! Vou começar uma novela nova. A direção vai ser do Ivan Zettel e, até segunda-feira, é só o que podemos falar. Não é muito chato isso? Um apelo sincero: não usem o blog para me pedir papel na novela. Outro aviso: a equipe de colaboradores está fechada já. Seremos eu, Renê Belmonte, Ingrid Zavarezzi e Rodrigo Ribeiro. Eles nem sabem de nada ainda. Só o Renê, que me ligou ontem e então eu falei mais ou menos da novela e da co-autoria dele comigo. Posso adiantar que é uma parceria (com total e livre adaptação nossa) com a Televisa e com estreia prevista para Maio do ano que vem. Segunda eu posto qual novela vai ser.

Beijo!



Escrito por Margareth Boury às 14h26
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Parte 8

CENA 023. BOLICHE. ambiente. Interior. Noite.

RENATA SENTADA, DESISTIU DO BOLICHE. CAIO SENTA JUNTO DELA.

CAIO               — Não acredito. Você vai desistir?

RENATA         — Isso cansa o braço, amanhã eu viajo.

CAIO               — E o que é que uma coisa tem a ver com a outra?

RENATA         — Eu não quero chegar toda dolorida.

CAIO               — Entendi, quer chegar descansada pra já ir aproveitando.

RENATA         — Não entendi. Aproveitando como?

CAIO               — Ahn, aproveitando a escola?

RENATA         — Caio, cê tá achando que eu vou viajar só pra cair na esbórnia?

CAIO               — Não falei isso.

RENATA         — Mas pensou.

CAIO               — Não pensei nada.

RENATA         — Tá pensando que eu sou o quê?

CAIO               — Também não tô pensando nada.

RENATA         — Eu não sou desse tipo!

RENATA SAI DALI FURIOSA, CAIO VAI ATRÁS. EM OUTRA PISTA, FLÁVIA JOGA UMA BOLA E FAZ UM STRIKE. COMEMORA SUPER FELIZ. ELA JOÃO BATEM AS MÃOS.

J PEDRO         — É o quinto strike que você faz.

FLÁVIA           — Sou fera, meu filho, tá pensando o quê?

J PEDRO         — Cê me enganou, cê já sabia jogar.

FLÁVIA           — Sorte de principiante.

J PEDRO         — Cê tem outra bola.

JOÃO PEDRO VAI PEGAR UMA BOLA PARA FLÁVIA AO MESMO TEMPO EM QUE ELA VAI TAMBÉM. AS MÃOS SE TOCAM. ELA TIRA RAPIDAMENTE.

J PEDRO         — (BRINCA) Que foi, deu choque?

JOÃO PEDRO SORRI. FLÁVIA GOSTA DE VER ELE SORRINDO, MAS NÃO GOSTA DE ESTAR GOSTANDO. ELA PEGA OUTRA BOLA E VAI JOGAR. JOÃO COM A BOLA QUE ELE FOI PEGAR NA MÃO.

J PEDRO         — Essa aqui é mais adequada pra você.

FLÁVIA JOGA A BOLA QUE VAI PARA A CANALETA.

FLÁVIA           — (SÉRIA) Tudo bem, não se pode ganhar sempre.

JOÃO SEM ENTENDER POR QUE FLÁVIA FICOU SÉRIA DE REPENTE.

 

CENA 024.. CASA DE ARTUR. SALA. Interior. NOITE.

FERNANDA E KALU VÊM DO QUARTO ARRUMADAS E MAQUIADAS E SE EQUILIBRANDO NO SALTO.

FERNANDA    — Vamos logo senão a gente perde o filme.

AS DUAS ABREM A PORTA E DÃO DE CARA COM ARTUR E BIANCA. SURPRESA DE TODOS.

ARTUR           — Tão pensando que vão aonde?

FERNANDA E KALU SEM AÇÃO.

 

CENA 025. BOLICHE. ambiente. Interior. Noite.

TODOS JÁ FORAM EMBORA. CAIO E RENATA SENTADOS NUMA MESA. O CLIMA NÃO ESTÁ BOM.

RENATA         — Você foi grosso comigo.

CAIO               — E você comigo.

RENATA         — Amanhã eu viajo.

CAIO               — Não vou te levar no aeroporto.

RENATA         — Não vai?

CAIO               — Eu não lido bem com saudade.

RENATA         — Você vai me deixar sozinha?

CAIO               — Quem tá indo é você!

RENATA         — Então é assim?

CAIO               — É.

RENATA         — Não vou embora enquanto a gente não se entender.

CAIO               — Não tô te segurando aqui.

RENATA         — Grosso!

CAIO               — Você vai embora!

RENATA         — Vou mesmo.

CAIO               — Vai se divertir.

RENATA         — Vou!

CAIO               — E vai sozinha. Que eu não tenho vocação pra esperar!

AGORA OS DOIS ESTÃO MUITO ZANGADOS, NÃO GRITARAM, MAS DECIDIRAM.



Escrito por Margareth Boury às 16h58
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Parte 7

CENA 019.. BOLICHE. ambiente. Interior. Noite.

TODOS JOGANDO, RENATA AINDA FURIOSA PORQUE NÃO ACERTA. CAIO SE DIVERTE COM ELA. TAÍSSA PEGA A BOLSA E VAI SAINDO. LUCAS ESTÁ NA FRENTE DELA.

LUCAS            — Fugindo?

TAÍSSA           — Tá um saco isso.

LUCAS            — Vai ficar sozinha em casa?

TAÍSSA           — Nem vou.

TAÍSSA DÁ UM TCHAU E SAI APRESSADA. LUCAS VOLTA PARA A PISTA.

CENA 020.. casa de artur. sala. Interior. Noite.

KALU NA SALA ASSISTINDO TELEVISÃO. FERNANDA DESCE A ESCADA COM DUAS CAIXAS DE SAPATO NA MÃO. ANTES DE FERNANDA DIZER O QUE TEM ALI, KALU COMEÇA A RECLAMAR.

KALU              — Saco essa vida de cárcere privado.

FERNANDA    — Tá chato o filme?

KALU              — Não! Tô de saco cheio de viver nessa prisão. Todo mundo anda sozinho menos a gente.

FERNANDA    — Então acabou o problema, Kalu. Pode se arrumar que a gente vai ao cinema.

KALU              — Como assim?

FERNANDA    — Acabei de combinar com o Felipe e o Roberto da nossa sala.

KALU              — Sério? Que filme a gente vai ver?

FERNANDA    — Jura que você quer saber o nome do filme? Eu quero não ver o filme com o Lipe.

KALU              — Fefê!

FERNANDA    — Kalu! A gente tem que aproveitar que outra oportunidade dessa só quando a gente virar maior de idade.

KALU              — Vai chamar a Isa?

FERNANDA    — Sem chance.  O filme que o Lipe escolheu é quatorze anos. Ela vai ser barrada e a gente vai pagar maior mico.

KALU              —A gente também não tem quatorze.

FERNANDA    — Só que a gente tem peito!

KALU              — E se barrarem a gente?

FERNANDA    — Não vão barrar! Tem mais uma coisa.

ELA ABRE AS CAIXAS. TEM DOIS SAPATOS DE SALTO.

FERNANDA    — Eu tô com isso no armário desde o meu aniversário!

KALU              — Caraca, Fefê! Muito show!

FERNANDA    — Operação fuga!

KALU              — Partiu.

ELAS SOBEM AS ESCADAS.

 

CENA 021.. APARTAMENTO DAS MENINAS. SALA. Interior. Noite.

ABRE EM TAÍSSA RETOCANDO A MAQUIAGEM EM UM ESPELHINHO DE MÃO. ELA PASSA UM GLOSS, SORRI, FECHA O ESPELHINHO E SE AJEITA PARA A WEBCAM DO COMPUTADOR.

TAÍSSA           — É hoje que eu encontro o amor da minha vida!

E COMEÇA A TECLAR, FISSURADA.

CENA 022. E AÍ. ambiente. Interior. Noite.

REGINA AVANÇA PARA OLAVO, REBOLANDO, GIRANDO E SE SACUDINDO TODA, FAZENDO TODOS OS PASSOS DE DANÇA DO VENTRE QUE APRENDEU.

OLAVO           — É o rascunho do inferno...

REGINA FAZ UM MOVIMENTO MAIS OUSADO, ESCORREGA E ACABA CAINDO PARA TRÁS. OLAVO ESTÁ SEM AÇÃO.

OLAVO           — Eu tô pagando todos os meus pecados, só pode!

REGINA ESTATELADA NO CHÃO, LEVANTA A MÃO.

REGINA          — Socorro... é cãibra... a minha lombar...

OLAVO LEVANTA REGINA DO CHÃO.

OLAVO           — A senhora enlouqueceu de vez?

REGINA          — (SE RECOMPÕE, LÂNGUIDA) Enlouqueci... enlouqueci desde o momento em que o senhor me beijou/

OLAVO           — Eu não beijei!

REGINA          — Beijou sim, um beijo salvador... um beijo libertador! Minha vida nunca mais foi a mesma/

OLAVO           — Aquilo não foi beijo, foi/

REGINA            (SEGURA O ROSTO DELE, OLHO NO OLHO, OFEGANTE) Você acha que eu não sei o que é ser beijada? (CRESCE) Eu sei, eu gostei... eu quero mais, e eu quero agora!

OLAVO PARALISADO DE HORROR.

 



Escrito por Margareth Boury às 16h58
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Parte 6

CENA 017.. BOLICHE. ambiente. Interior. Noite.

CAIO SOZINHO. ELE COLA A ÚLTIMA FAIXA DE BOA VIAGEM, MODOCE. JOÃO, FLÁVIA E SAMUEL CHEGAM.

FLÁVIA           — Oba! Vai ser muito bom.

CAIO               — Tu acha?

J PEDRO         — (PARA CAIO/BAIXO) Se você não queria a festa, pra que armou o circo?

CAIO               — Porque a Renata vai gostar.

RENATA CHEGA. CAIO VAI NELA.

CAIO               — Coisa mais linda!

RENATA         — Você caprichou.

CAIO               — Não esqueci um detalhe.

ELA OLHA EM VOLTA.

RENATA         — Tô vendo.

CORTE DESCONTÍNUO

CAIO, RENATA, JOÃO PEDRO, FLÁVIA, EDUARDO, BÁRBARA, RICARDO, DENIZE, LALÁ, ANA, PEPEU, LUCAS, ZEN, SAMUEL, HELOISA, TODOS JOGANDO BOLICHE, EM GRUPOS SEPARADOS. EM UMA DAS PISTAS ESTÃO CAIO E RENATA. ELE ENSINA RENATA A JOGAR E ELA VAI FICANDO FURIOSA PORQUE ERRA TUDO, NÃO ACERTA UM PINO E A BOLA CHEGA A IR PARA A PISTA VIZINHA, ONDE ESTÃO JOGANDO PEPEU, ANA, LALÁ E RICARDO.  EM OUTRA PISTA, JOÃO PEDRO ENSINA FLÁVIA, QUE PEGA O JEITO. LUCAS OBSERVA DE LONGE. SACOU QUE ALI NÃO TEM JEITO. TAÍSSA NÃO JOGA, ELA OLHA AS UNHAS. LUCAS CHEGA PERTO DELA.

LUCAS            — Não vai jogar?

TAÍSSA           — E arrasar as minhas unhas?

LUCAS            — É divertido, Taíssa.

TAÍSSA           — Joga lá.

LUCAS VAI, TAÍSSA OLHA O RELÓGIO. TODOS SE DIVERTEM JOGANDO. BÁRBARA ESTÁ SENTADA, NÃO SE ANIMOU. RICARDO VEM PEGAR A BOLA.

RICARDO       — Dá licença?

BÁRBARA      — Não tô na sua frente.

RICARDO       — Tava querendo ser educado.

BÁRBARA      — E a sua amiga?

RICARDO       — A Denize?

BÁRBARA      — Tá bom morar com ela?

RICARDO       — Tô ajudando. Não é assim?

BÁRBARA      — Assim como?

RICARDO       — A gente ajuda os amigos. Você ajudou o João e eu ajudo a Denize.

BÁRBARA      — Bom pra você.

RICARDO       — Também acho!

ELE SAI. BÁRBARA LEVANTA, PEGA UMA BOLA E ATIRA NA PISTA, NA FRENTE DELE. A BOLA VAI PARA A CANALETA. RICARDO ESPERA E JOGA. FAZ STRIKE.

 

CENA 018.. E AÍ. ambiente. Interior. Noite.

O BAR VAZIO, AS LUZES APAGADAS. OLAVO ENTRA.

OLAVO           — Zen?

OLAVO ESTRANHANDO, VAI ATÉ O BALCÃO. NINGUÉM.

OLAVO           — Zen? Zen!

AS LUZES SE ACENDEM, E COMEÇA A TOCAR UMA MÚSICA ÁRABE: É REGINA, NO PALCO, VESTIDA DE ODALISCA, FAZENDO UMA PERFORMANCE DE DANÇA DO VENTRE PARA OLAVO.

OLAVO           — Meu Deus, é uma emboscada!

REGINA VEM SE APROXIMANDO, DANÇANDO E TENTANDO SER SENSUAL.  OLAVO FICA LÁ COMPLETAMENTE ESTUPEFATO E SEM AÇÃO.



Escrito por Margareth Boury às 16h56
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Parte 5

CENA 015... APARTAMENTO DAS MENINAS. SALA. Interior. Dia.

TAÍSSA NO COMPUTADOR, FLÁVIA ANIMADÍSSIMA SAINDO DO BANHO E INDO PARA O QUARTO. RENATA AFUNDADA NO SOFÁ.

FLÁVIA           — Banheiro liberado!

NENHUMA DAS OUTRAS DUAS SE MEXE. FLÁVIA FICA.

FLÁVIA           — Não é por nada não mas já são quase seis horas.

RENATA         — E daí?

FLÁVIA           — Daí que a gente marcou a festa pras oito no boliche e nenhuma das duas tá arrumada.

RENATA         — Eu não quero festa nenhuma.

FLÁVIA           — Pela cara, cê tá mais pra enterro.

RENATA         — Seis meses.

FLÁVIA           — Ih, de novo?

TAÍSSA           — Cê vai ouvir isso até ela embarcar amanhã.

FLÁVIA           — O pior é que cada vez é mais pra baixo. Amanhã vão ter que varrer ela pra dentro do avião porque só vai ter o pó!

BÁRBARA CHEGA COM UM CORTE NOVO NO CABELO.

BÁRBARA      — Oie!

FLÁVIA           — Cortou o cabelo, Bazinha?

TAÍSSA SAI DO COMPUTADOR PARA VER. RENATA NEM SE MEXE.

BÁRBARA      — Pra festa.

RENATA GEME SEM SACO.

TAÍSSA           — Graças a Deus, aquele cabelo tava o ó.

FLÁVIA           — Taíssa, aproveita que você voltou pro mundo real e vai tomar banho.

TAÍSSA           — Nada é mais real do que as coisas que esse cara escreve.

BÁRBARA      — Ainda é o cara do blog?

TAÍSSA           — Leão de Fogo.

FLÁVIA           — Cê fica sabendo da vida dele toda pelo blog?

TAÍSSA           — Ele só posta poesia!

BÁRBARA      — Dele?

BÁRBARA VAI LER.

TAÍSSA           — Acho que sim.

FLÁVIA           — Daqui a pouco ela tá lendo Manuel Bandeira achando que é do Leão de Fogo.

BÁRBARA      — Ele é bom mesmo.

TAÍSSA           — Vem ler, Fafá.

FLÁVIA           — Não sou muito de poesia não, meu negócio é música.

TAÍSSA           — Essa aqui dava uma música.

FLÁVIA           — Depois eu leio. Falar em música, o João não bebeu mais, hein?

BÁRBARA      — Ainda bem.

RENATA GEME. FLÁVIA PUXA ELA DO SOFÁ.

FLÁVIA           — Chega! Vai pro banho. Taíssa, você é a próxima!

FLÁVIA ENFIA RENATA NO BANHEIRO.

 

CENA 016.. E AÍ. ambiente. Interior. Noite.

ZEN DE OLHO ARREGALADO, HELOISA TAMBÉM. REGINA ACABOU DE PEDIR O FAVOR.

ZEN                   A senhora tem certeza do que tá me pedindo, Dona Regina?

REGINA          — Absoluta. Eu não pediria esse favor se eu não sentisse que você é uma pessoa do bem, capaz de abraçar essa causa tão justa!

ZEN                 — Justa pra quem?

REGINA          — Pra mim, que estou me esforçando tanto pra me tornar um ser humano melhor!

ZEN                 — Tá bem, Dona Regina, eu vou abraçar a sua causa, viu? Pode contar comigo!

HELOÍSA NÃO ACREDITA.

HELOÍSA        — Zen!

REGINA REAGE, FELIZ E EMOCIONADA COMO SE TIVESSE GANHO UM GRANDE PRÊMIO.

REGINA          — Obrigada, muito obrigada... boas ações sempre trazem ótimas recompensas! É um provérbio árabe!

ELA SAI APRESSADA.

HELOÍSA        — Zen, pirou? Vai deixar a maluca fazer uma coisa dessas?

ZEN                 — Olhe, se tem uma coisa que eu aprendi é que gente doida não se deve contrariar/

HELOÍSA        — Mas Zen/

ZEN                 — Deixe pra lá, onde é que a gente tava antes dessa celerada entrar?

ZEN PUXA HELOÍSA PRA MAIS UM BEIJO.



Escrito por Margareth Boury às 16h56
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Parte 4

CENA 012.. FACULDADE. BIBLIOTECA. Interior. Dia.

DENIZE ACUADA POR BRUNA.

DENIZE           — O Ricardo só quer me ajudar.

BRUNA           — E você só quer se aproveitar.

DENIZE           — Não sou você.

BRUNA           — Eu não sou burra.

DENIZE           — Não, é outro bicho bem venenoso!

BRUNA           — Você ainda não experimentou o meu veneno.

DENIZE           — Não? Insinuar pro meu padrasto que eu sou garota de programa é o quê, amizade?

BRUNA           — Eu tava atirando na direção errada, pensando que o problema era a Bárbara.

DENIZE           — O problema é você.

BRUNA           — Você não vai ficar com o Ricardo.

DENIZE           — Eu não quero nada com ele!

BRUNA           — Falsa.

DENIZE PEGA AS COISAS E SAI. BRUNA COM ÓDIO.

 

CENA 013. VÁRIOS. VÁRIOS. Interior.EXTERIOS Dia/NOITE

UM CLIPE DE PASSAGEM DE TEMPO.

1 – RUA/DIA: CAIO, LUCAS, EDUARDO, FLÁVIA, BÁRBARA, SAMUEL, CLARA E O PROFESSOR PRATICANDO O LÊ PARKOUR.

2 – APARTAMENTO DAS MENINAS. SALA. NOITE. CAIO E RENATA VENDO TELEVISÃO, DEITADOS NO SOFÁ.

3 – APARTAMENTO DE RICARDO. SALA. NOITE. DENIZE FAZENDO EXERCÍCIO DE MEDITAÇÃO E RICARDO NO COMPUTADOR, PESQUISANDO.

4 – E AÍ. DIA. FLÁVIA ENSAIANDO COM JOÃO PEDRO A MÚSICA DO FESTIVAL.

5 – FACULDADE. PÁTIO: BÁRBARA NA BARRACA DA ONG ANALISANDO SAPOS E RÃS.

6 – PRAIA. DIA. EDUARDO SURFANDO E TIRANDO FOTOS PARA ALGUMA REVISTA.

7 – E AÍ: SAMUEL, FLÁVIA E JOÃO. AGORA E SAMUEL QUEM CANTA A MÚSICA DELE PRO FESTIVAL.

8 - APARTAMENTO DOS RAPAZES: JOÃO SOZINHO. ABRE A GELADEIRA E TEM UMA CERVEJA. ELE NEM HESITA E PEGA UMA GARRAFA DE SUCO PARA BEBER. CAIO COM ELE, DANDO APOIO.

CENA 014... E AÍ. ambiente. Interior. DIA.

BAR FECHADO. ZEN NO BALCÃO COM HELOISA.

ZEN                 — Esse exame demora assim mesmo pra ficar pronto?

HELOISA        —O normal são quinze dias, não tem nem uma semana que vocês recolheram o sangue.

ZEN                 — Não agüento mais ficar longe do meu filho.

HELOISA        — Eu sei o que é isso, eu não ia agüentar ficar longe da Kalu.

ZEN                 — Cê nunca pensou em ter outro filho?

HELOISA        — Eu tenho vontade.

ZEN                 — E tá esperando o quê?

HELOISA        — Um pai?

ZEN                 — Pergunto de novo: e tá esperando o quê?

HELOISA        — Zen...

ZEN                 — Não tô me queixando, tô adorando o colo essa semana toda, mas o que eu gosto de você não é só pra ter colo não.

HELOISA        — Eu ainda não tô preparada/

ZEN                 — Cê tá querendo enganar a mim ou a você?

HELOISA DESISTE DE FALAR.

ZEN                 — Tem uma música que diz que jogos de amor são pra se jogar.

HELOISA        — Adoro essa música.

ZEN                 — Eu não sei fazer esses jogos, eu sou direto. Eu tô com muita saudade do teu cheiro, da tua pele.

HELOISA        — Eu também.

ZEN                 — Então, pra que jogar?

HELOISA        — Não é jogo, eu tenho medo.

ZEN                 — Eu não te peço muita coisa, só uma chance.

OS DOIS FICAM OLHOS NOS OLHOS. HELOISA NÃO RESISTE E BEIJA ZEN. ZEN ABRAÇA HELOISA FORTE. OS DOIS SE OLHAM E VOLTAM A UM BEIJO DE SAUDADE, QUANDO CHEGA REGINA.

REGINA          — Desculpem atrapalhar esse idílio amoroso mas, Zen, eu preciso muito de um favor seu.

ZEN E HELOISA MURCHAM.



Escrito por Margareth Boury às 16h55
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Parte 3

CENA 08. APARTAMENTO DOS RAPAZES. SALA. Interior. Dia.

CAIO ABRE A PORTA E RENATA ENTRA. ELA ESTÁ ZANGADA.

RENATA         — Por que você não falou que ia fazer a chamada da novela?

CAIO               — Porque a sua festa é mais importante.

RENATA         — Eu achei que os dois lados têm a mesma importância numa relação.

CAIO               — Eu não quis te preocupar.

RENATA         — Não me deixa de fora.

CAIO               — Você vai ficar de fora.

RENATA         — Só se você quiser.

CAIO               — É só uma chamada, eu tenho duas falas.

RENATA         — É o seu primeiro trabalho! Eu quero saber de tudo.

CAIO               — Por e-mail?

RENATA         — Você teve chance de me falar e não falou.

CAIO               — Tá, eu falo agora.

RENATA         — Agora não precisa mais.

CAIO               — Quer ler as duas linhas?

ELA AMANSA.

RENATA         — Não é só a sua imagem que vai aparecer?

CAIO               — Não, eu vou falar também.

RENATA         — Deixa eu ver.

CAIO PEGA O PAPEL. RENATA OLHA PARA ELE, JÁ COM SAUDADES.

 

CENA 09. APARTAMENTO DE ANA. SALA. Interior. Noite.

MESA POSTA PARA O JANTAR. PEPEU VEM DA COZINHA TRAZENDO UM BALDE DE GELO. CAMPAINHA.

PEPEU             — (BAIXO) Quem abre, eu ou você?

ANA                — (BAIXO) Abre você, abre você!

PEPEU ABRE, GUSTAVO NA PORTA, CARA DE PREOCUPADO.

GUSTAVO      — Aconteceu alguma coisa? Quando cê falou que era urgente, eu voei pra cá!

PEPEU             — (SÉRIO) Entra aí, cara...

GUSTAVO ENTRA, DÁ DE CARA COM A MESA DE JANTAR, ANA RINDO. AGORA VAMOS VER QUE TEM TRÊS LUGARES ARRUMADOS NA MESA.

ANA                — Surpresa!

GUSTAVO      — Que é isso, nem é meu aniversário!

ANA                — A gente resolveu fazer um jantar especial pra você.

PEPEU             — Um jantar para o padrinho do nosso filho!

GUSTAVO REAGE, SURPRESO E EMOCIONADO.

CORTE DESCONTÍNUO

OS TRÊS NA MESA, FELIZES, PEPEU ABRINDO UMA GARRAFA DE CHAMPANHE, E SERVINDO, ELES BRINDAM. SÓ PEPEU E GUSTAVO, ANA VAI DE ÁGUA.

ANA                — Você tava junto desde o início, Gustavo!

PEPEU             — Você nunca mais vai sair da vida do nosso filho.

GUSTAVO      — (FELIZ E FRÁGIL) Pô, gente... eu não sei nem o que dizer...

PEPEU             — Depois de tudo o que você fez por mim e pela Ana... eu te considero como um irmão.

GUSTAVO E PEPEU SE ABRAÇAM, LEVES E EMOCIONADOS.

CENA 010. faculdade. quiosque. Exterior. Dia.

DENIZE COM UMA AMIGA (FIGURANTE) NUMA MESA. CLARA COMENDO EM OUTRA.

DENIZE           — Vou tomar um guaraná em pó pra voltar pra aula. Tô morrendo de sono. Ainda não consegui acostumar com o colchão lá da casa do Ricardo.

CLARA ESCUTOU TUDO E SAI DE MANSINHO.

 

CENA 011.. FACULDADE. CORREDOR. Interior. Dia.

CLARA VEM EMPURRANDO DOIS COLEGAS.

CLARA            — É coisa rápida e eu pago. Cês não têm que falar nada, é só concordar.

ELES CHEGAM NA PORTA DA SALA DE BÁRBARA.

CLARA            — (BAIXO) A aula tá acabando. Quando a songa monga sair, você riem.

OS COLEGAS CONCORDAM. VÁRIOS ALUNOS COMEÇAM A SAIR DA SALA. BÁRBARA VEM VINDO. CLARA FAZ QUE NEM VÊ.

CLARA            — (PARA OS COLEGAS) Não acredito! O pastel pamonha do Ricardo tá morando junto com a bonitona, a Denize com Z?

OS COLEGAS RIEM E CONCORDAM. BÁRBARA DEIXA CAIR OS CADERNOS. CLARA FINGE QUE VÊ BÁRBARA AGORA.

CLARA            — Ô, songuinha, cê tava aí? Se eu soubesse não tinha falado nada.

BÁRBARA PEGA AS COISAS DELA E SAI FURIOSA. CLARA RI TRIUNFAL. BRUNA APARECE, VINDA DA SALA.

BRUNA           — Que história é essa?

CORTA RÁPIDO PARA:



Escrito por Margareth Boury às 16h55
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Cap parte 2

CENA 06. APARTAMENTO DAS MENINAS. SALA. Interior. Dia.

RENATA VEM DO QUARTO, LOUCA DA VIDA. TAÍSSA TECLANDO.

RENATA         — Festa no boliche, pode? E ele todo animadinho!

TAÍSSA           — (TECLANDO) Esse aqui mora na Austrália.

RENATA         — Eu sei que eu tô parecendo disco arranhado, mas por que o Caio não me diz pra ficar?

TAÍSSA           — Porque ele quer que você vá.

RENATA         — Cê acha?

TAÍSSA           — Não acho, eu sei.

RENATA         — Sabe como?

TAÍSSA           — Eu ouvi o João falando com a Flávia que o Caio tá nervoso porque vai fazer a chamada pra novela.

RENATA         — E o que é que isso tem a ver com a minha viagem?

TAÍSSA           — Ele deve querer concentração, né?

RENATA         — E eu atrapalho?

TAÍSSA           — Não chega perto que eu tô aparecendo aqui na câmera.

RENATA         — Taíssa!

TAÍSSA           — Na boa, vai resolver isso com o Caio.

RENATA         — Cê acha?

MAS TAÍSSA ESTÁ SORRINDO PARA A CÂMERA DO MICRO FELIZ DA VIDA.

 

CENA 07. APARTAMENTO DE ANA. SALA. Interior. Noite.

ANA PREPARANDO JANTAR. PEPEU COLADO NELA. ELA CORTA CEBOLA.

PEPEU             — Não era pra cortar a cebola dentro da água pra não chorar?

ANA                — Cê já tentou fazer isso?

PEPEU             — Já, não consegui.

ANA                — Então tá respondido.

PEPEU             — Cuidado!

ANA                — Que foi?

PEPEU             — A faca, Ana, ela corta.

ANA                — Não é essa a idéia?

PEPEU             — Tô com medo dela cortar você.

ANA                — Eu não vou me cortar.

PEPEU             — Cê quer que eu corte?

ANA                — Não, cê já cortou os tomates.

PEPEU             — É pouco.

ANA                — E foi um desastre, eu tive que cortar tudo de novo.

PEPEU             — Não era pra gente fazer esse jantar juntos?

ANA                — Tá bom, se você quer ajudar, faz uma coisa que eu nunca consigo.

PEPEU FELIZ.

ANA                — Abre aquele vidro de azeitona.

PEPEU             — Só isso?

ANA                — Você não sabe como é difícil, parece que botaram cimento.

PEPEU ABRE SEM DIFICULDADE.

PEPEU             — Nem parece.

ANA                — Ótimo, já encontrou a sua função, agora você vai procurar um vidro de milho em conserva na dispensa.

PEPEU OBEDECE.

 

CENA 08. APARTAMENTO DOS RAPAZES. SALA. Interior. Dia.

CAIO ABRE A PORTA E RENATA ENTRA. ELA ESTÁ ZANGADA.

RENATA         — Por que você não falou que ia fazer a chamada da novela?

CAIO               — Porque a sua festa é mais importante.

RENATA         — Eu achei que os dois lados têm a mesma importância numa relação.

CAIO               — Eu não quis te preocupar.

RENATA         — Não me deixa de fora.

CAIO               — Você vai ficar de fora.

RENATA         — Só se você quiser.

CAIO               — É só uma chamada, eu tenho duas falas.

RENATA         — É o seu primeiro trabalho! Eu quero saber de tudo.

CAIO               — Por e-mail?

RENATA         — Você teve chance de me falar e não falou.

CAIO               — Tá, eu falo agora.

RENATA         — Agora não precisa mais.

CAIO               — Quer ler as duas linhas?

ELA AMANSA.

RENATA         — Não é só a sua imagem que vai aparecer?

CAIO               — Não, eu vou falar também.

RENATA         — Deixa eu ver.

CAIO PEGA O PAPEL. RENATA OLHA PARA ELE, JÁ COM SAUDADES.

 

 



Escrito por Margareth Boury às 16h53
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Cap parte 1

CENA 02. apartamento de ricardo. sala. Interior. Dia.

DENIZE CHEGANDO JUNTO COM RICARDO. TRAZEM DUAS MALAS E ALGUMAS SACOLAS.

DENIZE           — Parece que eu tô de mudança.

RICARDO       — Cê tá de mudança.

DENIZE           — Não quis deixar muita coisa lá pra não ter que voltar toda hora.

RICARDO       — Pára de se desculpar, eu te chamei pra ficar esse mês aqui.

DENIZE           — É muita tralha.

RICARDO       — Cê tá falando isso porque você nunca viajou com a Renata. Relaxa.

DENIZE           — Prometo que vou tentar.

RICARDO       — Ótimo, bora levar essas coisas lá pra dentro.

DENIZE           — (CONSTRANGIDA) Pro teu quarto?

RICARDO       — Não, pro quarto de hóspedes.

E OS DOIS VÃO LEVANDO AS MALAS PARA O QUARTO DE DENIZE.

 

CENA 03. E AÍ. ambiente. Interior. Noite.

GUINHO CORRE PARA ZEN E PULA EM CIMA DELE NUM ABRAÇO. ESTÃO FELIZES.

ZEN                 — O que é que cê tá fazendo aqui?

GUINHO          — Minha avó me trouxe.

ZEN                 — Dona Yolanda?

GUINHO          — Ela tá lá fora com o motorista.

ZEN                 — (DESCONFIADO) E por que é que ela te trouxe aqui?

GUINHO          — Ela disse que vai ser legal pra mim ficar mais perto de você.

ZEN                 — É?

GUINHO          — Ela só pediu pra gente não demorar muito porque se não fica tarde pra ir pra casa.

ZEN                 — Vão voltar pra Itaipava hoje ainda?

GUINHO          — Não, a gente vai morar aqui, ela falou pra eu te entregar isso. (ENTREGA UM PAPEL PARA ZEN.) É o endereço de onde a gente vai ficar.

ZEN OLHA O ENDEREÇO.

ZEN                 — Eu sei onde é.

GUINHO          — Ela disse que é pra você ir me ver quando você quiser.

ZEN                 — (GRILADO) Tá certo. (GUARDA O PAPEL, ESTRANHANDO, MUDA DE ASSUNTO) Cê gosta de sorvete?

GUINHO          — (ALEGRE) Adoro.

ZEN                 — Vou pegar pra você.

ZEN VAI SAINDO.

GUINHO          — Pai!

ZEN PÁRA, VOLTA EMOCIONADO. GUINHO AGE NORMALMENTE.

GUINHO          — Só vale se você tomar junto.

ZEN                 — Eu tomo, meu filho. Eu também adoro sorvete.

GUINHO FICA FELIZ, ZEN VAI PEGAR O SORVETE, EMOCIONADO.

 

CENA 04. STOCK-SHOT. ambiente. Exterior. Noite.

ANOITECE.

 

CENA 05. APARTAMENTO DOS RAPAZES. SALA. Interior. Noite.

CAIO COM TRÊS LARANJAS FAZENDO MALABARISMO. JOÃO PEDRO RALANDO QUEIJO.

CAIO               — Decidi que eu não vou falar nada pra Renata.

J PEDRO         — Continuo achando babaquice, tá que nem quando você não queria dizer que queria compromisso com ela.

CAIO               — É diferente, ela tá toda empolgada com o curso, já fez até as malas.

J PEDRO         — No caso dela, fazer mala com antecedência não é empolgação, é o jeito Renata de ser.

CAIO DERRUBA AS LARANJAS. UMA DELAS ACERTA JOÃO PEDRO.

CAIO               — Foi mal.

CAIO VOLTA A FAZER MALABARISMO COM AS LARANJAS.

CAIO               — Tô tenso.

J PEDRO         — E eu que vou sair machucado?

CAIO               — Vem cá, tá ralando queijo pra uma pizzaria?

J PEDRO         — Ih, tem muito, né?

OUTRA LARANJADA EM JOÃO PEDRO, QUE PEGA A LARANJA.

J PEDRO         — Pára com isso, Caio. Pega o macarrão.

CAIO               — Tô sem fome.

J PEDRO         — Cê tá perdendo a fome direto, esse não é você.

CAIO               — Tem razão. Eu não vou me acabar não, e se a Renata quer viajar, que viaje!

CAIO PEGA O MACARRÃO.



Escrito por Margareth Boury às 16h52
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Colaboradores do Brasil!

Não sei o motivo de tanta gente pedir mais explicações sobre colaboração em novela. Não consigo passar experiência por escrito. Não tem manual, gente. Cada autor é um universo e dentro desse universo o colaborador precisa achar uma maneira de entrar. É um trabalho de confiança, portanto, precisa ser feito por quem nos conhece. E, eu acho que já falei isso aqui no blog, precisa de talento, precisa do dom de escrever. Não consigo ensinar quem não sabe escrever. Parece fácil olhando assim de fora, mas não é. Como eu já disse também, quem quer escrever acha que é só colocar ideias no computador. Não é. Primeiro precisa organizar essas ideias. Saber como organizar é um passo imenso. Depois de organizar as ideias, precisa fazer escaleta. Isso é o pior. Podem perguntar pra qualquer autor! É um sofriento fazer uma escaleta. O que é uma escaleta? Ok, é o capítulo ou o filme ou seja lá o que for, dividido em cenas sem os diálogos. E é na escaleta que nasce o capítulo. É nela que fazemos as viradas (chama plot point). Uma escaleta mal feita é igual a um capítulo muito ruim. Claro que algumas vezes a gente muda a escaleta na hora de fazer a montagem final do capítulo. Mas as chances disso acontecer se a escaleta estiver bem feita são mínimas. Vou postar aqui uma escaleta de Alta Estação e depois o capítulo pronto. A primeira cena está feita porque eu sempre faço a primeira continuando a última do anterior. E depois de cada cena vem o nome de quem vai fazer.

CENA 01. apartamento das meninas. quarto de renata. Interior. Dia.

CAIO PARADO OLHANDO AS MALAS. RENATA FICOU EM PÉ.

RENATA         — Caio?

CAIO               — Oi...

RENATA         — Você ia falar uma coisa séria.

CAIO               — Ia?

RENATA         — Caio!

CAIO               — Pois é, eu vou falar.

RENATA         — Dá pra ser hoje?

O TOM DOS DOIS É SEMPRE DE CARINHO.

CAIO               — Lógico.

RENATA         — Então fala...

CAIO               — (SEM GAGUEJAR) Você sabe jogar boliche?

RENATA         — Não.

CAIO               — Tá a fim de aprender?

RENATA         — Isso era o papo sério?

CAIO               — Muito sério.

RENATA         — Por quê?

CAIO               — Porque a Flávia falou em fazer uma festa de despedida, bora fazer no boliche!

RENATA         — Ahh, a festa.

CAIO               — Você não quer?

RENATA         — Claro que eu quero!

CAIO               — Então eu vou agitar.

ELE VAI SAINDO.

RENATA         — Caio!

ELE SE VIRA.

RENATA         — Não esqueceu nada?

ELE VOLTA. BEIJO DELES.

 

2 – AP DE RICARDO: DENIZE, CHEGANDO NA CASA DELE COM MALA. ONDE ELA VAI DORMIR? TEM UM QUARTO PEQUENO PERTO DO MEU. OK, É PRA LÁ QUE EU VOU. CLAUDIO.

3 – ANOITECE. CLAUDIO;

4- AP DOS RAPAZES: CAIO DECIDE QUE NÃO VAI FALAR COISA NENHUMA PRA RENATA. SE ELA QUER IR, QUE VÁ. JÁ FEZ ATÉ AS MALAS. COM JOÃO. CLAUDIO.

5 – RENATA LOUCA DA VIDA PORQUE O CAIO TÁ MUITO ANIMADINHO COM A VIAGEM DELA. EM ALGUM MOMENTO ELA FICA SABENDO DA CHAMADA PRA NOVELA (TALVEZ POR JOÃO PEDRO) E FICA MAIS DANADA AINDA PORQUE ELE NÃO FALOU NADA PRA ELA. TAÍSSA, TECLANDO, DIZ QUE OUVIU O JOÃO FALAR COM A FLÁVIA EU O CAIO VAI FAZER CHAMADA PRA NOVELA. MINHA.

6 - AP DE ANA: O COMEÇO: PEPEU E ANA PREPARAM O JANTAR. NÃO SE FALA EM GUSTAVO AQUI. PEPEU NÃO SABE COZINHAR, ELA SABE. ELE QUER AJUDAR E SÓ ATRAPALHA, MAS ELA LEVA NA ESPORTIVA. JANTAR QUE PEPEU E ANA VÃO OFERECER PARA GUSTAVO. CLAUDIO.

7 – AP DOS RAPAZES: RENATA: VOCÊ NÃO FALOU NADA DA CHAMADA DA NOVELA. É QUE A SUA FESTA É MAIS IMPORTANTE. VAI CRESCENDO O CLIMA DE BRIGA DELES QUE VAI CULMINAR NO BOLICHE. MINHA.

8 – AP DE ANA: O JANTAR OFERECIDO POR PEPEU E ANA PARA GUSTAVO. VOCÊ NÃO VAI SAIR DA VIDA DO NOSSO FILHO. VOCÊ VAI SER PADRINHO. DEPOIS DE TUDO O QUE VOCÊ FEZ... POR AÍ. INGRID

9 – FACULDADE: CLARA FICA SABENDO QUE DENIZE ESTÁ NA CASA DE RICARDO. ELA ESCUTA DENIZE DIZENDO PRA ALGUÉM (FIGURANTE). CLARA ESCUTA. CLAUDIO.

10 -  FACULDADE. PORTA DA SALA DE BÁRBARA: CLARA PASSA COM DOIS AMIGOS, QUASE LEVANDO OS DOIS A FORÇA E DIZ, “SEM QUERER” PERTO DA BÁRBARA, QUE DENIZE ESTÁ NA CASA DO RICARDO. REAÇÃO DE BÁRBARA, QUE DEIXA CAIR OS CADERNOS. CLARA SAI FELIZ DA VIDA. CLAUDIO.

11 – FACULDADE. BIBLIOTECA. PAU DA BRUNA COM A DENIZE POR CAUSA DISSO. BRUNA FICA FURIOSA. DIZ QUE TAVA ATIRANDO NA PESSOA ERRADA. CLAUDIO.

12 - CLIPE DELES, PASSAGEM DE TEMPO. QUEM FAZ O LÊ PARKOUR FAZENDO. RENATA E CAIO VENDO TELEVISÃO. DENIZE E RICARDO NA CASA DELE. ELA FAZ EXERCÍCIO DE RELAXAMENTO E ELE PESQUISA NA INTERNET. FLÁVIA E JOÃO ENSAIANDO, SAMUEL TAMBÉM, EM OUTRO MOMENTO. BÁRBARA NA ONG ESTUDANDO RÃS E SAPOS. EDUARDO SURFANDO E TIRANDO FOTOS NA PRAIA. - AP DOS RAPAZES: JOÃO SOZINHO. ABRE A GELADEIRA E TEM UMA CERVEJA. ELE NÃO PEGA. MINHA.

13 – CONSULTÓRIO: PEPEU E ANA NA MÉDICA OUVINDO O CORAÇÃO DO BEBE. NÃO DÁ PRA SABE O SEXO AINDA. INGRID.

14 – E AÍ:  ZEN JÁ FEZ O TESTE. HELOISA COM ELE. ROLA BEIJO NA CENA. REGINA CHEGA E DIZ QUE PRECISA MUITO FALAR COM ZEN. UM FAVOR. CLAUDIO.

15 - AP DAS MENINAS: BÁRBARA CORTOU O CABELO DURANTE ESSA PASSAGEM DE TEMPO. FLÁVIA ANIMADA COM A FESTA DE RENATA, QUE ESTÁ DEPRIMIDA. NÃO QUER FESTA. AQUI PODE FALAR QUE O JOÃO NÃO BEBE HÁ MAIS DE UMA SEMANA. TAÍSSA NO MICRO. NO BLOG DO POETA – TEM QUE ARRUMAR UM NICK PRO SAMUEL. CLAUDIO.

16 - ZEN DE OLHO ARREGALADO: A SENHORA TEM CERTEZA? E ELA: ABSOLUTA, VOCÊ PODE ME FAZER ESSE FAVOR? A CAUSA É JUSTA. ZEN: PRA QUEM? ELE DIZ QUE POR ELE TUDO BEM. HELOISA PUXA EM NUM CANTO: VOCÊ PIROU? ZEN? COM LOUCA A GENTE NÃO DISCUTE. INGRID.

17 - BOLICHE: TODOS LÁ. RENATA FICA ALUCINADA PORQUE NÃO ACERTA UM PINO. A BOLA CHEGA A IR PRA OUTRA PISTA. CAIO ENSINANDO RENATA. JOÃO ENSINANDO FLÁVIA,QUE APRENDE RÁPIDO. LALÁ, ANA, PEPEU, GUSTAVO E MARCOS, QUE APARECE. SAMUEL NA FESTA COM ZEN E HELOISA. LUCAS TAMBÉM. TAÍSSA TAMBÉM. RICARDO TAMBÉM. BÁRBARA ALFINETA ELE COM O LANCE DA DENIZE. VOCÊ NÃO AJUDOU O JOÃO? AGORA TÔ AJUDANDO A DENIZE. BOM PRA VOCÊ. TAMBÉM ACHO. MINHA.

18 - E AÍ: TUDO APAGADO. OLAVO ENTRA: ZEN? ZEN? AS LUZES ACENDEM E REGINA ENTRA COM A MÚSICA ÁRABE AO FUNDO, FAZENDO A DANÇA DO VENTRE PRA OLAVO, QUE FICA PARALISADO DE HORROR. INGRID.

19 - NO BOLICHE, TAÍSSA SAI QUASE ESCONDIDA. MINHA.

20 – NA CASA DE ARTUR: FEFÊ E KALU QUEREM SAIR, ESTÃO ARMANDO PRA UMA IDA AO CINEMA COM DOIS GAROTOS DA ESCOLA. TEM QUE APROVEITAR HOJE QUE VOCÊ TÁ AQUI, KALU. TODO MUNDO SAI MENOS A GENTE. E A ISABELA? ELA NÃO, QUE ELA NÃO TEM PEITO E O FILME É PRA MAIOR DE 14. CLAUDIO.

21 - TAÍSSA EM CASA NA FRENTE DO MICRO. TECLANDO FURIOSAMENTE.  INGRID.

22 - E AÍ: REGINA FAZ UM MOVIMENTO ERRADO E CAI. OLAVO PARALISADO. ELA: AJUDA. E ELE: EU ESTOU PAGANDO TODOS OS MEUS PECADOS. A SENHORA ENLOUQUECEU? REGINA: COMPLETAMENTE. DESDE QUE O SENHOR ME BEIJOU! OLAVO: EU NÃO BEIJEI! BEIJOU E VAI BEIJAR DE NOVO, QUE EU FIQUEI COM GOSTO DE QUERO MAIS! INGRID.

23 – BOLICHE: A COISA ENTRE CAIO RENATA COMEÇA A ESQUENTAR. ENGANOS NAS FALAS. FLÁVIA E JOÃO TAMBÉM NUM CLIMA ONDE ELA FOGE DELE. CLAUDIO.

24 -  FEFÊ E KALU, ARRUMADAS, MAQUIADAS E TUDO, VÃO SAIR. CHEGAM A ABRIR A PORTA QUANDO ARTUR CHEGA: TÁ PENSANDO QUE VAI ONDE? CLAUDIO.

25 - TERMINA COM A BRIGA DE CAIO E RENATA NA FESTA. MINHA.

 



Escrito por Margareth Boury às 16h37
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